COMPONENTES DA CHAPA
INÊS PAZ
JOSÉ IBIAPINO FERREIRA
JORGE LEONARDO PAZ
FILADELFO DOS SANTOS (FILA)
AÉCIO HENRIQUES DA SILVA
REGINA MARIA TAVARES
DENILCE CRUZ P FERNANDES
ROBERTO CARLOS FERREIRA
JOSÉ LUIZ ALVES DE OLIVEIRA
JOSÉ CARLOS SILVA DOS SANTOS
MANOEL ALVES SANTOS
JOSENUBIA DOS SANTOS(JOSI)
BERTINO DE OLIVEIRA
VERA LÚCIA DA SILVA SANTOS
ANGENIRA APARECIDA DIAS
IVO BERNARDO DA SILVA
ALEXANDRE HERCULANO SILVA
VICENTE PAULO FURTADO DE OLIVEIRA
ADENILSON CAMPOS
NEUSA ELEUTÉRIA M. MONTEIRO
PLANO DE TRABALHO
Tese Novos Tempos para o PSOL Mogi das Cruzes
Mogi e a conjuntura nacional e estadual
O processo congressual do nosso partido se realiza em tempos de crise econômica mundial e dos desafios que este novo cenário coloca para a esquerda mundial e, em especial, para os socialistas brasileiros. É preciso afirmar que estamos diante de uma crise estrutural do regime do capital e de onde se deduz que as condições para a humanidade reproduzir sua existência nos marcos da sociedade capitalista tornam-se cada vez mais limitadas. A crise econômico-fnanceira é uma manifestação da crise estrutural que associa dimensões outras como a ambiental, social, alimentar e energética, por exemplo. Embora o cenário político internacional demonstre um enfraquecimento da hegemonia estadunidense, não é possível afirmar que estejamos diante do fm do seu longo ciclo de dominação imperialista. Com graus diversos de consciência e mobilização popular, as experiências da Venezuela, Bolívia, Equador e Paraguai acusam o cansaço do povo com as forças políticas tradicionais e com o neoliberalismo, cumprindo importante papel no avanço de um pólo anti-imperialista e anti-monopolista no continente. O PSOL já tem a marca da luta contra a corrupção, o que deve continuar a provocar as iniciativas do partido. Mas, o momento conjuntural exige ações em relação à crise econômica, a defesa do emprego, do salário, dos direitos sociais e contra as demissões. Nesse contexto, as ações do partido na cidade de Mogi das Cruzes devem estar diretamente ligadas a essa conjuntura mais ampla, contribuindo para o enfrentamento das políticas neoliberais dos governos Lula e Serra, com incidência direta na realidade de nossa região e que em boa parte se consolidam nos projetos do governo municipal de Bertaiolli. Somar esforços com a Direção Estadual nas campanhas e atividades contra privatizações, contra os ataques ao funcionalismo público, em defesa da saúde e da educação pública, por auditorias nas Dividas Públicas.
A conjuntura política de Mogi das Cruzes – os desafios do PSOL Mogi
O governo de Marco Bertaiolli é a continuidade dos governos de Junji, mas procura se diferenciar e até mesmo negar sua raiz, dando à administração ares de modernidade, avançando no tecnicismo e criando uma imagem de governo que dialoga com as necessidades da população. No entanto, uma observação mais cuidadosa e um levantamento mais preciso sobre os projetos, gastos e medidas dos Demos logo mostra que pouco mudou. Continua a política de favorecimento a empresas e famílias poderosas, mantém-se a política coronelista de muitos vereadores e lideranças, que lotearam cargos na prefeitura e que intermediam contratos. O funcionalismo continua desvalorizado, com péssimas condições de trabalho e vendo todos os setores da administração serem ocupados por um número enorme de cargos comissionados e indicações. O número de chefias aumentou absurdamente para poder acomodar todos as promessas eleitorais. O movimento de luta pela regularização fundiária de Jundiapeba, depois de um período de desmobilização e enfraquecimento – resultado de uma postura equivoada durante o processo eleitoral e da cooptação de algumas lideranças – volta a se movimentar, diante dos recuos do prefeito e do endurecimento da Itaquareia. Numa região na qual mantemos boa parte de nossos filiados, é urgente e fundamental para o partido estabelecer uma tática mais precisa para atuar nesse movimento. Melhorar a organização das associações nas quais temos presença e fortalecer movimentos de bairro para a organização de novas entidades é um outro desafio para o partido, em especial no que diz respeito à formação de nossas lideranças. Retomar o Programa do PSOL para Mogi, que defendemos nas eleições de 2008, detalhando-o e aprofundando nossas propostas é essencial para que possamos avançar sobre os setores médios, formadores de opinião, da cidade. Para isso é preciso também estreitar laços com movimentos e lideranças já existentes e procurar incidir de forma mais consistente nos Conselhos Municipais. Nesse aspecto o debate sobre meio ambiente ocupa uma posição estratégica.
O desafio de uma organização regional: PSOL Alto Tietê
Mogi das Cruzes é um centro político e econômico importante na região e no estado, mas para que o partido tenha uma presença mais efetiva na cidade é fundamental que tenhamos uma ação política mais ampla, abrangendo toda a região do Alto Tietê. A política desenvolvida pelos vários governos da região é muito homogênea e dominada por tucanos e democratas, e uma organização regional do partido, somando forças de toda nossa militância na região, é fundamental para o enfrentamento dessa política hegemônica. Organizar uma instância partidária regional, aos moldes do vêm ocorrendo no ABC, pode ser uma experiência importante para o fortalecimento do PSOL como a alternativa de esquerda.
A Organização e o funcionamento do PSOL Mogi
A organização partidária deve levar em conta todo o planejamento feito no Ativo do PSOL, realizado no final do ano passado. O partido precisa avançar em sua organização municipal, em especial na estruturação e funcionamento dos núcleos e na viabilização de uma sede municipal. Devemos materializar todos os pontos levantados durante o Ativo, desenvolvendo um planejamento de médio e longo prazo que dê conta de questões como a organização de comunicação, de finanças, de setoriais, entre outros. Um destaque para a necessidade de uma política de formação mais elaborada e planejada, que reforce as ações que já ocorrem, na cidade e em outras instâncias. Um dos grandes desafios é o crescimento qualificado do partido, mantendo uma campanha permanente de filiação que nos permita crescer de forma consistente na cidade. Crescimento que deve ser acompanhado de uma estruturação dos núcleos e das instâncias municipais que permita e incentive a participação e a democracia interna.
Eleições 2010
No cenário eleitoral que se aproxima é fundamental que o partido apresente um programa nacional que reflita nossas posições e que nos diferencie claramente tanto da direita conservadora quanto dos partidos de esquerda que aderiram ao projeto neoliberal. Para isso é fundamental também levar para a população o debate sobre o financiamento de campanha. Devemos avançar na elaboração de nosso programa local e estadual, fazendo de nossas candidaturas um espaço privilegiado para a disputa política com a população, polarizando com os projetos neoliberais. Para isso é fundamental que o PSOL Mogi participe ativamente da elaboração e execução da estratégia eleitoral estadual e nacional. Superar o discurso moralista e raivoso, que acaba atraindo setores reacionários e consistentemente apresentar um programa democrático e popular, de esquerda, que possa também se reverter na manutenção de nossos mandatos estaduais e federais é o principal desafios das eleições 2010.




