A Frente em Defesa do Povo Palestino divulgou, nesta segunda-feira (9), nota de repudio a visita do presidente israelense, Shimon Peres, que vem ao Brasil no inicio de dezembro encontrar-se com empresários e representantes do governo paulista e governo federal. O presidente de Israel será acompanhado de empresário israelenses do ramo armamentista.
Veja a nota do movimento.
Shimon Peres vem a São Paulo vender a guerra
Nós, da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo, que reúne movimentos sociais, organizações não-governamentais, associações da sociedade civil e partidos políticos, desejamos tornar público nosso repúdio à visita de Shimon Peres, presidente de Israel, ao Brasil no dia 12 de novembro.
O partido de Shimon Peres é o Kadima, fundado por Ariel Sharon, que coordenou os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982 e organizou a sangrenta repressão à segunda Intifada em 2000, que ele mesmo havia provocado. A atual presidente do Kadima é Tzipi Livni, que disputava o “mérito” da organização do massacre de Gaza em janeiro de 2009.
Shimon Peres disse em entrevista ao Expresso, diário português, que “no fim, o mundo irá agradecer-nos” pelo massacre em Gaza, pelos 1500 mortos, pela destruição completa de um território que já vinha sofrendo dois anos de fronteiras fechadas. É também um presidente que defende a ampliação dos assentamentos na Cisjordânia e a expansão do Muro da vergonha que dilacera a sociedade palestina.
Esse porta-voz de Israel será recebido pelos dignatários brasileiros e pelos empresários paulistas, na semana em que o mundo novamente se levanta contra o Muro do Apartheid. A Fiesp organizará um seminário especial destinado a discutir as relações comerciais Brasil-Israel e o Acordo de Livre Comércio Mercosul-Israel, pautado para votação no Congresso. Além de Shimon Peres, falará o presidente da empresa israelense Elbit, desenvolvedora dos principais armamentos e tanques israelenses usados no massacre em Gaza.
Qual mensagem o Brasil passa ao mundo com essa visita? A mensagem de que senhores da guerra podem testar seus equipamentos contra populações menos preparadas e depois vendê-los a outros países, sedimentando assim as “parcerias estratégicas”.
Perante tal cinismo do empresariado paulista e dos governos estadual e federal, levantamos nossa voz e conclamamos a sociedade a juntar-se a nós no repúdio à visita de Shimon Peres.
Frente em Defesa do Povo Palestino
São Paulo, 7 de novembro de 2009
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