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	<title>PSOL Mogi das Cruzes &#187; movimentos sociais</title>
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		<title>Palestinos repudiam vinda de presidente de Israel ao Brasil.</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:06:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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A Frente em Defesa do Povo Palestino divulgou, nesta segunda-feira (9), nota de repudio a visita do presidente israelense, Shimon Peres, que vem ao Brasil no inicio de dezembro encontrar-se com empresários e representantes do governo paulista e governo federal. O presidente de Israel será acompanhado de empresário israelenses do ramo armamentista.
Veja a nota do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#160;</p>
<p>A Frente em Defesa do Povo Palestino divulgou, nesta segunda-feira (9), nota de repudio a visita do presidente israelense, Shimon Peres, que vem ao Brasil no inicio de dezembro encontrar-se com empresários e representantes do governo paulista e governo federal. O presidente de Israel será acompanhado de empresário israelenses do ramo armamentista.</p>
<p>Veja a nota do movimento.</p>
<p> <span id="more-602"></span><br />
<blockquote>
<p><b>Shimon Peres vem a São Paulo vender a guerra</b></p>
<p>Nós, da Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo, que reúne movimentos sociais, organizações não-governamentais, associações da sociedade civil e partidos políticos, desejamos tornar público nosso repúdio à visita de Shimon Peres, presidente de Israel, ao Brasil no dia 12 de novembro. </p>
<p>O partido de Shimon Peres é o Kadima, fundado por Ariel Sharon, que coordenou os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982 e organizou a sangrenta repressão à segunda Intifada em 2000, que ele mesmo havia provocado. A atual presidente do Kadima é Tzipi Livni, que disputava o “mérito” da organização do massacre de Gaza em janeiro de 2009.</p>
<p>Shimon Peres disse em entrevista ao <i>Expresso, </i>diário português, que “no fim, o mundo irá agradecer-nos” pelo massacre em Gaza, pelos 1500 mortos, pela destruição completa de um território que já vinha sofrendo dois anos de fronteiras fechadas. É também um presidente que defende a ampliação dos assentamentos na Cisjordânia e a expansão do Muro da vergonha que dilacera a sociedade palestina.</p>
<p>Esse porta-voz de Israel será recebido pelos dignatários brasileiros e pelos empresários paulistas, na semana em que o mundo novamente se levanta contra o Muro do Apartheid. A Fiesp organizará um seminário especial destinado a discutir as relações comerciais Brasil-Israel e o Acordo de Livre Comércio Mercosul-Israel, pautado para votação no Congresso. Além de Shimon Peres, falará o presidente da empresa israelense Elbit, desenvolvedora dos principais armamentos e tanques israelenses usados no massacre em Gaza.</p>
<p>Qual mensagem o Brasil passa ao mundo com essa visita? A mensagem de que senhores da guerra podem testar seus equipamentos contra populações menos preparadas e depois vendê-los a outros países, sedimentando assim as “parcerias estratégicas”.</p>
<p>Perante tal cinismo do empresariado paulista e dos governos estadual e federal, levantamos nossa voz e conclamamos a sociedade a juntar-se a nós no repúdio à visita de Shimon Peres. </p>
<p>Frente em Defesa do Povo Palestino</p>
<p>São Paulo, 7 de novembro de 2009</p>
</blockquote>
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		<title>Manifesto em defesa do MST</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diante de um intenso ataque realizado pela mídia aliada do agronegócio e contrária a reforma agrária, iniciou-se um movimento em defesa do MST e da reforma agrária, que lançou o manifesto abaixo.
O manifesto pode ser assinado no site: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diante de um intenso ataque realizado pela mídia aliada do agronegócio e contrária a reforma agrária, iniciou-se um movimento em defesa do MST e da reforma agrária, que lançou o manifesto abaixo.</p>
<p>O manifesto pode ser assinado no site: <a href="http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html">http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html</a></p>
<h4><em>Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais</em></h4>
<p>As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo. </p>
<p>Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra. </p>
<p> <span id="more-595"></span>
</p>
<p>Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.</p>
<p><strong>Bloquear a reforma agrária</strong></p>
<p>Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura,<strong> o foco do debate agrário <u>desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo</u></strong>. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária. </p>
<p>Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira. </p>
<p>O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira. </p>
<p><strong>Concentração fundiária</strong></p>
<p>A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio. </p>
<p>Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano. </p>
<p><strong>Não violência</strong></p>
<p>A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária. </p>
<p>É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.</p>
<p><b>Contra a criminalização das lutas sociais</b></p>
<p>Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil. </p>
<p>Ana Clara Ribeiro    <br />Ana Esther Ceceña     <br />Boaventura de Sousa Santos     <br />Carlos Nelson Coutinho     <br />Carlos Walter Porto-Gonçalves     <br />Claudia Santiago     <br />Claudia Korol     <br />Ciro Correia     <br />Chico Alencar     <br />Chico de Oliveira     <br />Daniel Bensaïd     <br />Demian Bezerra de Melo     <br />Fernando Vieira Velloso     <br />Eduardo Galeano     <br />Eleuterio Prado     <br />Emir Sader     <br />Gaudêncio Frigotto     <br />Gilberto Maringoni     <br />Gilcilene Barão     <br />Heloisa Fernandes     <br />Isabel Monal     <br />István Mészáros     <br />Ivana Jinkings     <br />José Paulo Netto     <br />Lucia Maria Wanderley Neves     <br />Luis Acosta     <br />Marcelo Badaró Mattos     <br />Marcelo Freixo     <br />Maria Orlanda Pinassi     <br />Marilda Iamamoto     <br />Maurício Vieira Martins     <br />Mauro Luis Iasi     <br />Michael Lowy     <br />Otilia Fiori Arantes     <br />Paulo Arantes     <br />Paulo Nakatani     <br />Plínio de Arruda Sampaio     <br />Reinaldo A. Carcanholo     <br />Ricardo Antunes     <br />Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira     <br />Roberto Leher     <br />Sara Granemann     <br />Sergio Romagnolo     <br />Virgínia Fontes     <br />Vito Giannotti</p>
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		<title>Grito dos Excluídos</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 19:43:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[ 7 de setembro de 2009; ] 7 de Setembro - Ato do Grito dos Excluídos 2009

8h &#124; Missa na Catedral da Sé
9h &#124; Concentração na Praça da Sé
10h &#124; Saída da Caminhada até o Ipiranga
12h &#124; Ato público no Monumento da Independência no Ipiranga

Veja mais no site do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table class="ec3_schedule"><tr><td colspan="3">7 de setembro de 2009</td></tr></table><p><a href="http://www.psolmogi.org.br/wp-content/uploads/2009/09/grito+excluidos+primeiro-229x300.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-492" title="grito+excluidos+primeiro-229x300" src="http://www.psolmogi.org.br/wp-content/uploads/2009/09/grito+excluidos+primeiro-229x300.jpg" alt="grito+excluidos+primeiro-229x300" width="229" height="300" /></a>7 de Setembro &#8211; Ato do Grito dos Excluídos 2009</p>
<p><strong>8h | </strong>Missa na Catedral da Sé</p>
<p style="text-align: left;"><strong>9h | </strong>Concentração na Praça da Sé</p>
<p style="text-align: left;"><strong>10h | </strong>Saída da Caminhada até o Ipiranga</p>
<p style="text-align: left;"><strong>12h | </strong>Ato público no Monumento da Independência no Ipiranga</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-491"></span></p>
<p style="text-align: left;">Veja mais no site do <a href="http://www.psolsp.org.br">PSOL-SP</a></p>
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		<title>Governador Jos&#233; Serra trata fam&#237;lias despejadas como moradores de rua</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 20:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cerca de 570 famílias despejadas continuam acampadas em frente ao terreno onde era organizado o acampamento Olga Benário, destruído pela Polícia Militar (PM) nesta segunda-feira (24), no Parque do Engenho, zona sul da cidade de São Paulo. Ao invés de moradia digna e definitiva, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ofereceu albergues para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 570 famílias despejadas continuam acampadas em frente ao terreno onde era organizado o acampamento Olga Benário, destruído pela Polícia Militar (PM) nesta segunda-feira (24), no Parque do Engenho, zona sul da cidade de São Paulo. Ao invés de moradia digna e definitiva, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ofereceu albergues para os moradores. O albergue é a principal política do Estado para moradores em situação de rua.</p>
<p><span id="more-444"></span></p>
<p>A alternativa habitacional foi anunciada pelo o assessor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Antonio Lajarin. O representante do governo também ofereceu cestas básicas e colchonetes &#8211; doados pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. O coordenador da Frente de Luta por Moradia, Osmar Borges, criticou a ação.<br />
“Não dá para o Estado tratar essa situação como se fosse população em situação de rua. Albergue não dá para ser tratado como política habitacional. Nós não aceitamos porque já havia, inclusive, um acordo com a CDHU e a prefeitura de tentar uma verba de emergência para atender as famílias até que tivesse uma saída.”<br />
Em solidariedade, a Organização Não-Governamental, Anistia Internacional, pediu em comunicado, nesta quinta-feira (27), para que a população proteste em favor das famílias. A ONG chamou atenção para a violência utilizada pela PM no despejo. Durante a reintegração, todas as casas e barracos foram destruídos e a maioria dos pertences das famílias foram perdidos.</p>
<p><em>Publicado originalmente na </em><a href="http://www.radioagencianp.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=7554&amp;Itemid=1" target="_blank"><em>Radioagência NP</em></a><em>, por Aline Scarso, De São Paulo.</em></p>
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		<title>Pol&#237;cia despeja violentamente moradores de ocupa&#231;&#227;o na Zona Sul</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 19:53:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pelo menos 570 das 800 famílias despejadas do acampamento Olga Benário, na Zona Sul,  devem permanecer na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aline Scarso, <a href="http://www.radioagencianp.com.br/">da Radioagência NP</a></p>
<p><a href="http://www.psolmogi.org.br/wp-content/uploads/2009/08/clientes_clip_image022.JPG.gif"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 5px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="clientes_clip_image022.JPG" border="0" alt="clientes_clip_image022.JPG" align="left" src="http://www.psolmogi.org.br/wp-content/uploads/2009/08/clientes_clip_image022.JPG_thumb.gif" width="115" height="96" /></a> Pelo menos 570 das 800 famílias despejadas, nesta segunda-feira (24), do acampamento Olga Benário devem permanecer na rua. Elas foram retiradas da ocupação de um terreno no Parque do Engenho, localizado na zona sul de São Paulo. A área pertence à empresa de ônibus Campo Limpo, que tem mais de R$ 7 milhões de dívidas junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Banco América do Sul.</p>
<p> <span id="more-442"></span>
</p>
<p>As dívidas da empresa não impediram que a Justiça decretasse a reintegração de posse e o fim da ocupação de mais de dois anos. De acordo com a coordenadora do Fórum de Moradia e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Fommaesp), Felícia Mendes, a Polícia Militar usou de violência no despejo dos moradores.</p>
<p>“A Polícia foi bastante truculenta. Não respeitaram idosos nem crianças. Bombas de gás, muitas bombas de gás [foram jogadas] tanto pela Polícia como também pelos helicópteros que estavam [nos] rodeando. Foi muito complicado. As famílias passaram a noite acordadas. Nós tínhamos um acordo de ter uma reintegração passiva [e] que a própria Polícia não iria entrar.”</p>
<p>Felícia conta que as famílias não tiveram tempo para tirar as coisas dos barracos e casas. Alguns barracos pegaram fogo e outros foram destruídos por tratores. Agora, os moradores não têm para onde ir.</p>
<p>“Nós vamos continuar na calçada até que o governo encontre uma solução para essas famílias.”</p>
<p>A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a Companhia Metropolitana de Habitação (COHAB) disseram que garantiriam atendimento habitacional emergencial para as famílias. Mas até agora, nada foi feito.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>13 de Maio – dia de luta do povo negro</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 03:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[lutas]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalhadores]]></category>

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		<description><![CDATA[

Por que Abolição Inacabada?
O movimento negro, movimentos sociais, sindicatos e organizações culturais se levantam e chamam toda sociedade a se mobilizar em busca de alternativas que nos levem a construção da nova sociedade. Nos reunimos em forma de protesto, no Vale do Anhangabaú, em frente à estação do Metrô e ao lado da famosa Ladeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em></em></p>
<p><em><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://www.psolsp.org.br/mogidascruzes/wp-content/uploads/2009/05/unknown-parameter-value.jpeg" border="0" alt="UNKNOWN_PARAMETER_VALUE" width="223" height="316" /></em></p>
<p><span style="FONT-SIZE: 16pt; FONT-FAMILY: 'Maiandra GD'">Por que Abolição Inacabada?</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">O movimento negro, movimentos sociais, sindicatos e organizações culturais se levantam e chamam toda sociedade a se mobilizar em busca de alternativas que nos levem a construção da nova sociedade. Nos reunimos em forma de protesto, no Vale do Anhangabaú, em frente à estação do Metrô e ao lado da famosa Ladeira da Memória, que durante décadas foi um mercado de venda de escravos.<span id="more-256"></span></span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Neste aniversário de 121 anos da abolição formal da escravidão de negras/os africanas/os e seus descendentes, percebemos o quanto esta população permanece violentada em seus direitos e vitimada pelas injustiças sociais. O IBGE confirmou que negras/os, jovens e mulheres são mais prejudicados com as demissões, fruto da crise financeira mundial.</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Segundo o Ipea, negras/os ganham menos, trabalham mais e em piores ocupações. São a maior parte entre os sem carteira assinada e são a maioria em serviços domésticos, agricultura e construção civil. Incluem-se mais cedo no mercado de trabalho e saem mais tarde. Crianças negras são as maiores vítimas do trabalho infantil. Mulheres negras são as que mais sofrem com a violência doméstica e sexual e a juventude negra continua sendo alvo preferencial das polícias militares e civis.</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Ao mesmo tempo percebe-se a resistência cada vez maior das forças conservadoras e racistas em impedir avanços de direitos da população negra. Em São Paulo o próprio governador José Serra já explicitou seu posicionamento contrário às políticas públicas para negras/os.</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Negras/os e brancas/os pobres pertencem a uma só classe: a classe trabalhadora. No entanto, sofrem de maneira diferente as contradições desse sistema, seja por via do racismo, do machismo ou da exploração econômica. </span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">A luta contra o racismo deve ser permanente e militante. Sabemos que o racismo serve como ferramenta de manutenção da concentração de renda e do poder. Lembramos as palavras de Malcon-X: “Enquanto houver capitalismo haverá racismo”.</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 8.5pt"><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Chamamos a população negra a se organizar junto aos movimentos de luta que atendam de fato suas reivindicações e dificuldades de seu cotidiano. Junte-se a nós!</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><span style="FONT-SIZE: 9pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'"> </span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong><span style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">·<span> </span></span></strong><span style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">O povo negro não vai pagar pela crise! Que a burguesia<span> </span>racista pague pela crise;</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong><span style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">·<span> </span></span></strong><span style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Pela aprovação da Lei de Cotas para negras/os nas Universidades Públicas Estaduais;</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong><span style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">·<span> </span></span></strong><span style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Pela transformação do dia 20 de novembro &#8211; dia da consciência negra, em feriado estadual;</span></p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><strong><span style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">·<span> </span></span></strong><span style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Pela valorização e pelo respeito às mulheres trabalhadoras negras; </span></p>
<p><strong><span style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">·<span> </span></span></strong><span style="FONT-SIZE: 10pt; LINE-HEIGHT: 120%; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Pela alteração do nome do Metrô Anhangabaú para “Anhangabaú-Zumbi dos Palmares”, já que este local (Ladeira da Memória), durante anos serviu como mercado de venda de escravos;</span></p>
<p><strong><span style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">· </span></strong><span style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'"><span> </span></span><span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'">Pela retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.</span></p>
<div class="bjtags"><a rel="tag" href="http://technorati.com/tag/negros"><br />
</a></div>
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		<title>Lançamento da frente pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto</title>
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		<pubDate>Fri, 08 May 2009 14:35:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aborto]]></category>
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		<description><![CDATA[[ 11 de maio de 2009; 19:00; ] 

Convite
Lançamento da Frente Paulista pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do Aborto.

Dia 11/05/09 (segunda feira) às 19HS

Câmara Municipal de São Paulo – 

Auditório Sérgio Vieira de Melo (Viaduto Jacareí, 100)

“Reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table class="ec3_schedule"><tr><td colspan="3">11 de maio de 2009</td></tr><tr><td colspan="3">19:00</td></tr></table><p align="center"><a href="http://www.psolsp.org.br/mogidascruzes/wp-content/uploads/2009/05/image.png"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; margin: 10px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="image" src="http://www.psolsp.org.br/mogidascruzes/wp-content/uploads/2009/05/image-thumb.png" border="0" alt="image" width="244" height="130" align="left" /></a><em><strong></strong></em><em><strong></strong></em></p>
<h3><em><strong>Convite</strong></em></h3>
<p><em>Lançamento da Frente Paulista pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do Aborto</em><em><strong>.</strong></em></p>
<p><strong>Dia 11/05/09 (</strong><strong>segunda feira</strong><strong>) às 19HS</strong></p>
<p><strong>Câmara Municipal de São Paulo – </strong></p>
<p><strong>Auditório Sérgio Vieira de Melo (Viaduto Jacareí, 100)</strong><strong></strong></p>
<p><em>“Reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo, fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.”</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>História do 1º de maio</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 22:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Resgatar a hisória de lutas dos trabalhadores e trabalhadores, e todo o simbolismo do Dia do Trabalhador em contraposição aos shows e sorteios promovidos por centrais sindicais que já há algum tempo abandanoram as luta e passaram para o lado das classes dominantes, é o principal foco deste texto produzido pla Fundação Lauro Campos. 

“Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-size: x-small;">Resgatar a hisória de lutas dos trabalhadores e trabalhadores, e todo o simbolismo do Dia do Trabalhador em contraposição aos shows e sorteios promovidos por centrais sindicais que já há algum tempo abandanoram as luta e passaram para o lado das classes dominantes, é o principal foco deste texto produzido pla Fundação Lauro Campos. </span></em></p>
<p><span id="more-197"></span></p>
<blockquote><p><em>“Um dia de rebelião, não de descanso! Um dia não ordenado pelos indignos porta-vozes das instituições, que trazem os trabalhadores encadeados! Um dia no qual o trabalhador faça suas próprias leis e tenha o poder de executá-las! Tudo sem o consentimento nem a aprovação dos que oprimem e governam. Um dia no qual com tremenda força o exército unido dos trabalhadores se mobilize contra os que hoje dominam o destino dos povos de todas as nações. </em></p>
<p><em>Um día de protesto contra a opressão e a tirania, contra a ignorância e as guerras de todo tipo. Um día para começar a desfrutar de oito horas de trabalho, oito horas de descanso e oito horas para o que nos der gana. “</em></p>
<p>(Panfleto que circulava em Chicago em 1885)</p></blockquote>
<p><img style="display: inline; margin: 5px 15px 5px 10px" src="http://farm4.static.flickr.com/3417/3497285777_9ed58929df_m.jpg" alt="4 de maio de 1886, Praça de Haymarket, Chicago" align="left" /></p>
<p align="justify">4 de maio de 1886, Praça de Haymarket, Chicago</p>
<p align="justify">A cada ano, o 1<sup>o</sup> de Maio rememora o assassinato de cinco sindicalistas norte-americanos, em 1886, numa das maiores mobilizações operárias celebradas naquele país, reivindicando a jornada laboral de oito horas.<br />
Em julho de 1889, o I Congresso da II Internacional acordou celebrar o 1<sup>o</sup> de Maio como jornada de luta do proletariado de todo o mundo e adotou a seguinte resolução histórica: “Deve organizar-se uma grande manifestação internacional numa mesma data de tal maneira que os trabalhadores de cada um dos países e de cada uma das cidades exijam simultaneamente das autoridades públicas limitar a jornada laboral a oito horas e cumprir as demais resoluções deste Congresso Internacional de Paris”.<br />
Como em outras partes do mundo, a situação dos trabalhadores nos Estados Unidos no final do século XIX era muito difícil. Sem embargo, emigrantes de diversos países europeus iam para lá em busca de uma melhor situação econômica. Em 1886, um escritor estrangeiro retratou Chicago assim: “Um manto abrumador de fumo; ruas cheias de gente ocupada, em rápido movimento; um grande conglomerado de vias ferroviárias, barcos e tráfico de todo tipo; una dedicação primordial ao Dólar Todo-poderoso”. Era uma cidade com um proletariado de imigrantes, arrastado pelo capitalismo para a periferia duma cidade industrial. A grande maioria dos proletários, especialmente em cidades como Chicago, eram da Alemanha, da Irlanda, da Boêmia, da França, da Polônia ou da Rússia. Ondas de operários lançados uns contra os outros, comprimidos em tugúrios e açodados por guerras étnicas. Muitos eram camponeses analfabetos, mas outros já estavam temperados pelas lutas de classes.<br />
No inverno de 1872, um ano depois da Comuna de Paris, em Chicago, milhares de operários sem lar e famintos por causa do grande incêndio, fizeram manifestações pedindo ajuda. Muitos levavam cartazes nos quais estava inscrita a consigna “Pão ou sangue”. Receberam sangue. A repressão policial os obrigou a refugiar-se no túnel sob o rio Chicago, onde foram tiroteados e golpeados.<br />
Em 1877, outra grande onda de greves se estendeu pelas redes ferroviárias e desatou greves gerais nos centros ferroviários, entre eles Chicago, onde as balas da polícia dispersaram as enormes concentrações de grevistas daquele ano.<br />
Daquelas lutas nasceu uma nova direção sindical, especialmente de imigrantes alemães, conectados com a I Internacional de Marx e Engels. O proletariado alemão tinha uma contagiosa consciência de classe: aprendida, moldada por uma experiência complexa, profundamente hostil ao capitalismo mundial. Como todos os revolucionários, eram odiados, temidos e difamados ao mesmo tempo. A seu lado estava um lutador oriundo dos Estados Unidos, Albert Parsons. Assim se deu uma fusão da experiência política de dois continentes, do tumulto da Europa e do movimento contra a escravidão dos Estados Unidos. Nos agitados anos da emancipação dos escravos, Parsons fora um republicano radical que havia desafiado a sociedade texana burguesa casando-se con uma escrava mestiça liberta, Lucy Parsons, que chegou a ser uma figura política por si mesma. Albert Parsons militou muito tempo na Liga das Oito Horas, mas até dezembro de 1885 escrevera em seu jornal Alarma: “A nós, da Internacional [fazia referência à anarquista IWPACOR] nos perguntam com frequência por que não apoiamos ativamente o movimento da proposta de oito horas. Coloquemos a mão naquilo que podemos conseguir, dizem nossos amigos das oito horas, por que se pedimos demais poderíamos não receber nada. Contestamos: porque não fazemos compromissos. Ou nossa posição de que os capitalistas não têm nenhum direito à posse exclusiva dos meios de vida é verdade ou não é. Se temos razão, reconhecer que os capitalistas têm direito a oito horas de nosso trabalho é mais que um compromisso; é uma virtual concessão de que o sistema de salários é justo”. A imprensa anarquista sustentava: “Ainda que o sistema de oito horas se estabelecesse nesta tardia data, os trabalhadores assalariados&#8230; seguiriam sendo os escravos de seus amos”.<br />
Após recuperar-se dos acontecimentos de 1877, o movimento operário se propagou como um incêndio incontrolável, especialmente quando se concentrou na demanda da jornada de oito horas.<br />
Naquela época, havia duas grandes organizações de trabalhadores nos Estados Unidos. A Nobre Orden dos Cavalheiros do Trabalho (The Noble Orden of the Knights of Labor), majoritária, e a Federação de Grêmios Organizados e Trade-uniões (Federation of Organized Traders and Labor Union). No IV Congresso desta última, celebrado em 1884, Gabriel Edmonston apresentou uma moção sobre a duração da jornada de trabalho, que dizia: “Que a duração legal da jornada de trabalho seja de oito horas diárias a partir do 1<sup>o</sup> de Maio de 1886”. A moção foi aprovada e se converteu numa reivindicação também para outras organizações não afiliadas ao sindicato.<br />
No 1<sup>o</sup> de Maio de 1886, os trabalhadores deviam impor a jornada de oito horas e fechar as portas de qualquer fábrica que não a aceitasse. A demanda de oito horas se transformaria, de uma reivindicação econômica dos trabalhadores contra seus patrões imediatos, na reivindicação política duma classe contra outra.<br />
O plano recebeu uma tremenda e entusiástica acolhida. Um historiador escreve: “Foi pouco mais que um gesto que, devido às novas condições de 1886, se converteu numa ameaça revolucionária. A efervescência se estendeu por todo o país. Por exemplo, o número de membros da Nobre Ordem dos Cavalheiros do Trabalho subiu de 100.000 no verão de 1885 para 700.000 no ano seguinte”.<br />
O movimento das oito horas recebeu um apoio tão caloroso porque a jornada de trabalho típica era de 18 horas. Os trabalhadores deviam entrar na fábrica às 5 da manhã e retornavam às 8 ou 9 da noite; assim, muitos trabalhadores não viam sua mulher e seus filhos à luz do dia. Os operários, literalmente, trabalhavam até morrer; sua vida era conformada pelo trabalho, por um pequeno descanso e pela fome. Antes que os trabalhadores como classe pudessem levantar a cabeça em direção a horizontes mais distantes, necessitavam momentos livres para pensar e formar-se.<br />
Nas ruas, trabalhadores rebeldes cantavam:<br />
Nós propomos refazer as coisas.<br />
Estamos fartos de trabalhar para nada,<br />
escassamente para viver,<br />
jamais uma hora para pensar.<br />
Antes da primavera de 1886 começou uma onda de greves em escala nacional. “Dois meses antes do 1<sup>o</sup> de Maio”, escreve um historiador, “ocorreram repetidos distúrbios [em Chicago] e se viam com frequência veículos cheios de policiais armados que corriam pela cidade”. O diretor do Chicago Daily News escreveu: “Se predizia uma repetição dos motins da Comuna de Paris”.<br />
Em fevereiro de 1886, a empresa McCormick, de Chicago, despediu 1.400 trabalhadores, em represália a uma greve que os trabalhadores da empresa, dedicada a fabricar máquinas agrícolas, haviam realizado no ano anterior. Os Pinkertons, uma espécie de polícia privada empresarial, vigiavam todos os passos dos grevistas, foram contratados muitos espiões, mas a greve durou até o 1<sup>o</sup> de Maio. Ao manter-se a greve e aproximar-se a data chave que o IV Congresso havia sinalizado, ia-se associando a idéia de coordenar essas duas ações.<br />
Nesse dia, 20.000 trabalhadores paralisaram em distintos Estados, reivindicando a jornada de oito horas de trabalho. Os trabalhadores em greve da empresa McCormick também se uniram ao protesto.<br />
O 1<sup>o</sup> de Maio era o dia chave para exigir o novo horário; todos os comentários e expectativas estavam centralizadas naquela data, e se aproveitou mais ainda o descontentamento dos trabalhadores e a greve de Chicago.<br />
Naquele dia os operários dos maiores complexos industriais dos Estados Unidos declararam uma greve geral. Exigiam a jornada laboral de oito horas e melhores condições de trabalho.<br />
A imprensa burguesa reagiu contra os protestos dos trabalhadores; por exemplo, nesse mesmo dia o jornal New York Times dizia: “As greves para obrigar o cumprimento da jornada de oito horas podem fazer muito para paralisar a indústria, diminuir o comércio e frear a renascente prosperidade do país, mas não poderão lograr seu objetivo”. Outro jornal, o Philadelphia Telegram disse: “O elemento laboral foi picado por uma espécie de tarântula universal, ficou louco de remate. Pensar nestes momentos precisamente em iniciar uma greve para conquistar o sistema de oito horas&#8230;”.<br />
Esse Primeiro de Maio de 1886 foi tão agitado como se havia prognosticado. Realizou-se uma greve geral em Wilkawee, onde a polícia matou 9 trabalhadores. Em Louisville, Filadelfia, San Luis, Baltimore e Chicago, produziram-se enfrentamentos entre policiais e trabalhadores, sendo o ato desta última cidade o de maior repercussão. Chicago, onde também estava a greve dos trabalhadores da empresa McCormick, foi o símbolo da luta e do sacrifício dos trabalhadores. Ali os acontecimentos foram especialmente trágicos. Para reprimir os grevistas, a burguesía urdiu uma provocação: em 4 de maio, na praça de Haymarket, onde se celebrava uma maciça assembléia operária, explodiu uma bomba. Era a senha para que os policiais da cidade e os soldados da guarnição local abrissem fogo contra os grevistas.<br />
Os acontecimentos ocorridos nos Estados Unidos em maio de 1886 tiveram uma imensa repercussão mundial. No ano seguinte, em muitos países os operários se declararam em greve simultaneamente, símbolo de sua unidade e fraternidade, passando por cima de fronteiras e nações, em defesa de uma mesma causa.<br />
Como resultado da greve, os patrões fecharam as fábricas. Mais de 40.000 trabalhadores se puseram em pé de guerra. Começou una repressão maciça não só em Chicago, principal centro do movimento grevista, senão que também por todo os Estados Unidos. A burguesia desatou uma de suas típicas campanhas de propaganda de ódio contra a classe operária e os sindicatos. Aos operários, os encarceravam às centenas.<br />
Em 21 de junho de 1886, teve início o processo contra 31 responsáveis, que logo foram reduzidos a 8.<br />
O sistema judicial fez o resto: passou por cima de sua própria legalidade e, sem prova nenhuma de que os acusados tivessem algo a ver com a explosão em Haymarket, ditou uma sentença cruel e infame: prisão e morte.</p>
<p align="justify"><strong>Prisão </strong><br />
• Samuel Fielden, inglês, 39 anos, pastor metodista e operário têxtil, condenado à cadeia perpétua.<br />
• Oscar Neebe, estadunidense, 36 anos, vendedor, condenado a 15 anos de trabalhos forçados.<br />
• Michael Swabb, alemão, 33 anos, tipógrafo, condenado à cadeia perpétua.<br />
<strong></strong></p>
<p align="justify"><strong>Morte na forca</strong></p>
<p><img style="display: inline; margin: 5px 25px 5px 5px" src="http://farm4.static.flickr.com/3622/3507404459_3384c3fd26_m.jpg" alt="Mártires de Chicago" align="left" /></p>
<p align="justify">Mártires de Chicago: Parsons,</p>
<p align="justify">Engel, Spies e Fischer foram</p>
<p align="justify">enforcados, Lingg (ao centro)</p>
<p align="justify">suicidou-se na prisão.</p>
<p align="justify">Em 11 de novembro de 1887, consumou-se a execução de:<br />
• Georg Engel, alemão, 50 anos, tipógrafo.<br />
• Adolf Fischer, alemão, 30 anos, jornalista.<br />
• Albert Parsons, estadunidense, 39 anos, jornalista, esposo da mexicana Lucy González Parsons, ainda que se tenha provado que não esteve presente no lugar, entregou-se para estar com seus companheiros e foi igualmente condenado.<br />
• Hessois Auguste Spies, alemão, 31 anos, jornalista.<br />
• Louis Linng, alemão, 22 anos, carpinteiro, para não ser executado suicidou-se em sua própria cela.<br />
Aquele crime legal tinha um só objetivo: não permitir que se extendessem os protestos operários e atemorizar os operários por muito tempo. Um capitalista de Chicago reconheceu: “Não considero que essa gente seja culpada de delito algum, mas deve ser enforcada. Não temo a anarquía em absoluto, posto que se trata de um esquema utópico de uns poucos, muito poucos loucos filosofantes e, ademais, inofensivos; mas considero que o movimento operário deve ser destruído”.<br />
Principais declarações dos processados:<br />
<strong>Albert Parsons</strong>: “Nos Estados do sul meus inimigos eram os que exploravam os escravos negros; nos do norte, os que querem perpetuar a escravidão dos operários”.<br />
<strong>August Spies</strong>: “Neste tribunal eu falo em nome duma classe e contra outra”.<br />
<strong>George Engel</strong>: “Todos os trabalhadores devem preparar-se para uma última guerra que porá fim a todas as guerras”.<br />
<strong>Adolph Fischer</strong>: “Sei que é impossível convencer os que mentem por oficio: os mercenários diretores da imprensa capitalista, que cobram por suas mentiras”.<br />
<strong>Luis Lingg</strong>: “Os Estados Unidos são um país de tirania capitalista e do mais cruel despotismo policialesco”.<br />
<strong>Michael Schwab</strong>: “Milhões de trabalhadores passam fome e vivem como vagabundos. Inclusive os mais ignorantes escravos do salário se põem a pensar. Sua desgraça comum os move a comprender que necessitam unir-se e o fazem&#8221;.</p>
<p align="justify"><strong>Samuel Fielden</strong>: “Os operários nada podem esperar da legislação. A lei é somente um biombo para aqueles que os escravizam”.<br />
<strong>Óscar Neebe</strong>: “Fiz o quanto pude para fundar a Central Operária e engrossar suas fileiras; agora é a melhor organização operária de Chicago; tem 10.000 afiliados. É o que posso dizer de minha vida operária”.</p>
<p>Matéria publicada originalmente no site da <a href="http://www.socialismo.org.br/portal/historia/150-noticia/366-historia-do-1o-de-maio" target="_blank">Fundação Lauro Campos</a></p>
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		<title>Dia do Trabalhador &#8211; Sé</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 03:26:43 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[ 1 de maio de 2009; ] [...]]]></description>
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