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	<title>PSOL Mogi das Cruzes &#187; criminalização dos movimentos</title>
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		<title>Manifesto em defesa do MST</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[criminalização dos movimentos]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[Diante de um intenso ataque realizado pela mídia aliada do agronegócio e contrária a reforma agrária, iniciou-se um movimento em defesa do MST e da reforma agrária, que lançou o manifesto abaixo.
O manifesto pode ser assinado no site: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html
Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais
As grandes redes de televisão repetiram à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diante de um intenso ataque realizado pela mídia aliada do agronegócio e contrária a reforma agrária, iniciou-se um movimento em defesa do MST e da reforma agrária, que lançou o manifesto abaixo.</p>
<p>O manifesto pode ser assinado no site: <a href="http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html">http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html</a></p>
<h4><em>Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais</em></h4>
<p>As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo. </p>
<p>Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra. </p>
<p> <span id="more-595"></span>
</p>
<p>Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.</p>
<p><strong>Bloquear a reforma agrária</strong></p>
<p>Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura,<strong> o foco do debate agrário <u>desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo</u></strong>. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária. </p>
<p>Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira. </p>
<p>O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais, como única alternativa para a agropecuária brasileira. </p>
<p><strong>Concentração fundiária</strong></p>
<p>A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio. </p>
<p>Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no 1º semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano. </p>
<p><strong>Não violência</strong></p>
<p>A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária. </p>
<p>É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.</p>
<p><b>Contra a criminalização das lutas sociais</b></p>
<p>Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil. </p>
<p>Ana Clara Ribeiro    <br />Ana Esther Ceceña     <br />Boaventura de Sousa Santos     <br />Carlos Nelson Coutinho     <br />Carlos Walter Porto-Gonçalves     <br />Claudia Santiago     <br />Claudia Korol     <br />Ciro Correia     <br />Chico Alencar     <br />Chico de Oliveira     <br />Daniel Bensaïd     <br />Demian Bezerra de Melo     <br />Fernando Vieira Velloso     <br />Eduardo Galeano     <br />Eleuterio Prado     <br />Emir Sader     <br />Gaudêncio Frigotto     <br />Gilberto Maringoni     <br />Gilcilene Barão     <br />Heloisa Fernandes     <br />Isabel Monal     <br />István Mészáros     <br />Ivana Jinkings     <br />José Paulo Netto     <br />Lucia Maria Wanderley Neves     <br />Luis Acosta     <br />Marcelo Badaró Mattos     <br />Marcelo Freixo     <br />Maria Orlanda Pinassi     <br />Marilda Iamamoto     <br />Maurício Vieira Martins     <br />Mauro Luis Iasi     <br />Michael Lowy     <br />Otilia Fiori Arantes     <br />Paulo Arantes     <br />Paulo Nakatani     <br />Plínio de Arruda Sampaio     <br />Reinaldo A. Carcanholo     <br />Ricardo Antunes     <br />Ricardo Gilberto Lyrio Teixeira     <br />Roberto Leher     <br />Sara Granemann     <br />Sergio Romagnolo     <br />Virgínia Fontes     <br />Vito Giannotti</p>
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